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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Soleira do Sertão: Ariano Suassuna







A cultura do nordeste e do Brasil, mais uma vez fica órfã de um pensador andarilho, de pés descalços como um caboclo, de nariz empinado como um índio, desbravador como um vaqueiro sem chapéu de couro para se proteger dos espinhos da caatinga... O grande mestre dos autos e das compadecidas cumpriu sua tarefa de falar, bradar e escrever a cultura de um povo fora da academia... Do povo descalço dos emaranhados ideológicos e da religião suprema da eucaristia judaico-cristã... Do povo que sempre soubera viver as intempéries do sertão sob a égide do sagrado, do divino nas entranhas da fome, da dança, dos folguedos, dos xaxados, das romarias e das cantorias...”Ó Deus salve o oratório, Ó Deus salve o oratório, onde Deus fez a morada, oiá meu Deus, onde Deus fez a morada, oiá... onde mora o Cales Bento e Ariano Suassuna, oiá...”...
À benção Suassuna, diz pra lá onde fores que a gente dessa terra que vós ajudastes a arar, ainda espera a chuva chegar...

sábado, 19 de abril de 2014

García Márquez - Páscoa: a redenção do simbólico

A América Latina perde em vida seu mais proeminente intérprete de sua tradição e de sua cultura andina. Márquez pode sintetizar do seio dessa cultura os meandros simbólicos que a razão europeia nunca soube explicar, mas que lhe fora imperiosamente acolhedora a ponto de conceder-lhe um Nobel de Literatura. 



Assim como Jorge Amado, Vargas Llosa, Pablo Neruda e Graciliano Ramos além doutros, ele esmerou-se significativamente em relatar o mistério do sagrado da existência partindo mito e entregando no colo da alma latina o verdadeiro filho ameríndio, mesmo pós-colonizado.




A benção García Márquez, que sua passagem redima a todos os latino-americanos e nos conduza à grande síntese.

sábado, 28 de dezembro de 2013

RÉQUIEM À TATA MANDIBA


O herói glorificado...
}  Tata Mandiba foi iniciado durante 27 anos numa cela de prisão e pode vislumbrar os mistérios do campo do sagrado da vida humana...
}  


}  Nesse tempo, muitas crianças nasceram e aguardaram o momento de viverem a experiência da liberdade em sua própria terra..
Ao término de sua iniciação...
}  Tornou-se presidente do seu país e líder mundial da paz...
}  da reconciliação, da vida livre e digna, do perdão e do renascimento...
Réquiem e celebração da vida
}  O mundo nunca presenciou um réquiem celebrado com cantos e danças de tamanha envergadura...
}  O estranho olhar que Mandela vislumbrou em sua iniciação, que ainda não era o seu, fê-lo habitar no âmbito do sagrado em vida, encarnando a dor de muitos, a repressão e o maior de todos os preconceitos...
...a indiferença perante o Outro.
}  A benção Tata Mandiba, por ter nos ensinado a solidariedade humana que atrofia a indiferença e faz renascer o Amor.
}  Onde estiveres interceda não só pelo seu povo, mas por toda a humanidade, haja vista que agora estás inserido no Hen Panta (Um é Tudo).

sábado, 19 de outubro de 2013

Homenagem aos 100 anos de nascimento de Albert Camus


 

Conferência. Prof. Dr. Lourenço Leite  Faculdade de Filsoofia e Ciências Humanas UFBA


Dia 07 de Novembro de 2013

Tema: Albert Camus: O Estrangeiro e a Ética do Absurdo
 

Auditório do CRH – FFCH – UFBA
Horário: 11h00
Entrada Franca

Promoção: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas









                                                       

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Filmes sobre a Melancolia



1.     37º2 Le Matin - Betty Blue de Jean-Jacques Beineix (1986);
2.     A Bela da Tarde (Belle du Jour) de Luis Buñuel (1967);
3.     A Estrada da Vida (La Strada) de Federico Fellini (1954);
4.     A Festa de Babette de Gabriel Axel (1987);
5.     A Intrusa de Carlos Hugo Cristensen (1979);
6.     Amor Bruxo de Carlos Saura (1986);
7.     As Horas (baseado na obra de Virgínia Wolf) de Stephen Daldry (2002);
8.     As Invasões Bárbaras de Denys Arcand (2003);
9.     As Lágrimas Amargas de Petra von Kant de Fassbinder (1972);
10. As Pontes de Madison de  Clint Eastwood (1995);
11. Asas do Desejo de Win Wenders (1987);
12. Bagdá Café de Percy Adlon (1987);
13. Blade Runner de Ridley Scott (1982);
14. Carrington – Dias de Paixão de Christopher Hampton (1995);
15. Casablanca de Michael Curtiz (1942);
16. Deus e o Diabo na Terra do Sol de Glauber Rocha (1964);
17. Doutor Jivago de David Lean (1965);
18. Drugstore Cowboy de Gus Van Sant (1989);
19. Frankenstein, de Kenneth Branagh (1994);
20. Heighlander – O Guerreiro Imortal de Russel Mulcahy (1986);
21. Hiroshima, Mon Amour de Alain Resnais (1959);
22. Imensidão Azul de Luc Besson (1988);
23. Melancholia de Lars Von Trier (2011) ;
24. Mishima: uma vida em quatro tempos de Paul Schrader (1985);
25. Moby Dick de John Huston (1956);
26. Morangos Silvestres (Smultronstället) de Ingmar Bergman (1957) ;
27. Morte em Veneza de Luchino Visconti (1971);
28. Noites Felinas, (les nuits fauves) de Ciryl Collard (1993);
29. O Anjo Exterminador (El Anjel Exterminador), de Luis Buñuel (1962);
30. O Estrangeiro de Luchino Visconti (1967);
31. O Menino e o Vento de Carlos Hugo Christensen (1967);
32. O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights), de William Wyler (1939);
33. O Pagador de Promessas de Anselmo Duarte (1962);
34. O Retrato de Dorian Gray de Albert Lewin (1945);
35. O Sétimo Selo, (det sjunde inseglet) Ingman Bergman (Suécia – 1956);
36. O Último Samurai de Edward Zwick (2003);
37. O Velho e o Mar de John Sturges (1958);
38. Orfeu Negro de Marcel Camus (1959);
39. Pantaleão e as Visitadoras de Francisco J. Lombardi (2000);
40. Paris Texas, de Win Wenders (1984);
41. Persona de Ingmar Bergman (1966);
42. Plata Quemada de Marcelo Piñeyro (2000);
43. Querelle. Rainer Fassbinder (1982);
44. Rastros de Ódio (The Searchers) de John Ford (1956);
45. Segredo de Brokeback Mountain de Ang Lee (2005);
46. Sexo por Compaixão de Laura Mañá (2001);
47. Twin Peaks (série de TV) * [não se trata do filme] de David Lynch (1990);
48. Vidas Secas de Nelson Pereira dos Santos (1963);
49. Vivos e os Mortos, Os de John Huston (1987).
50. Zorba, o grego de Michael Cacoyannis (1964).